"O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola." - Mt 13, 45 - 46

    “O REINO DE DEUS, A PÉROLA QUE IMPORTA BUSCAR"

    XVII domingo tempo comum   (26-07-2026)



    A mensagem da liturgia da Palavra dos últimos domingos, tem mostrado que do Reino de Deus ninguém está excluído. É prova, a parábola do semeador que lança a semente em todos os terrenos (Mt 13, 1-23), a parábola do joio que cresce com o trigo e a pequena semente de mostarda que se torna na maior planta da horta e abriga as aves (Mt 13, 24-43).

    No evangelho deste domingo, Jesus reforça a inclusão do Reino de Deus comparando-o a uma rede que apanha todo o tipo de peixe. Mas Jesus também sublinha quão é valioso o Reino de Deus ao compará-lo ao tesouro escondido e quem o encontrou foi vender o que possui para o comprar e ainda como a pérola preciosa encontrada por um comerciante que para a adquirir, vendeu tudo que tinha (cfr. Mt 13, 44-52).

    Na vida, também nós, perante os valores, como a vida, a saúde, a família, a habitação, o emprego, etc., envidamos esforços para os ter, e às vezes, isto implica sacrificar outros valores ou bens. Se é assim que procedemos para com os valores finitos e passeiros, por que não em relação ao Reino de Deus, valor eterno? Portanto, valorizemos o Reino de Deus e assumamos os meios que Cristo e a Igreja nos oferecem para o ganhar e renunciar ao que impede alcança-lo.

    Em alguns casos, a busca do Reino de Deus, pode implicar incompreensões, humilhações, perseguição ou mesmo morte, como o caso dos mártires que morreram pelo Reino de Deus. É isto que significa: «quem perder a sua vida por minha causa salvá-la-á. (Lc 9, 22).

    Investir no Reino de Deus também significa estar firme na fé em Deus em todos os momentos e circunstâncias da vida, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. A propósito, diz S. Paulo: «nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus» (Rom 8, 38-39). 

    Investir no Reino de Deus, ainda requer a sabedoria para se distinguir o bem do mal e praticar o bem, como a pediu o rei Salomão a Deus que escutamos na 1º leitura de hoje (1 Reis 3, 5.7-12). Não seja caso de no fim da vida, sermos excluídos do Reino de Deus como o joio que é queimado ou como os peixes lançados fora por não prestarem.

    Pe. João