XII domingo tempo comum (21-06-2026)
Acreditar em Deus e viver segundo a fé, muitas vezes implica passar por perseguição, sofrimento ou mesmo morrer.
O Antigo testamento e o cristianismo, registam inúmeros confessores e mártires. E as perseguições tanto podem advir de ateus e crentes de confissão fundamentalista, como daqueles que se sentem incomodados pela vida de perfeição dos justos. A perseguição pela fé em Deus, também pode vir de pessoas desconhecidas como de pessoas conhecidas incluindo os próprios familiares e amigos. A persistência da perseguição pode conduzir o crente à vacilação na fé por vergonha, temor ou por incómodo.
Para nos alertar deste risco, a liturgia da Palavra deste XII domingo, dá-nos alguns testemunhos de perseverança na fé. É o caso da 1ª leitura que nos relata a confiança do profeta Jeremias em Deus e a sua perseverança na fé apesar da perseguição dos seus inimigos (Jer 20, 10-13). Na sua experiência, Jeremias torna-se exemplo de que nos momentos difíceis ou de perseguições devemos confiar mais em Deus em vez de revoltarmos contra Ele. Por outro lado, devemos ser perseverantes em vez de fraquejarmos.
O exemplo desta perseverança, meditamo-lo na 2ª leitura em que Jesus nos ensina perseverar até ao fim. Pela nossa salvação Jesus perseverou da perseguição dos sumos sacerdotes, até morrer por nós. Tendo passado pela perseguição e sabendo que os seus discípulos passariam por dificuldades por serem Seus discípulos, Jesus recomenda: “não temer quem só pode matar o corpo, mas que não é capaz de lançar a alma na geena”.
Assim, as leituras deste XII domingo do tempo comum, firmam a nossa fé nos momentos de sofrimentos e perseguições já que levar a sério Cristo, pode implicar privações como diz Jesus: «Quem quer ser meu discípulo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me».
Pe. João
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