XVIII domingo tempo comum (02-08-2026)
Depois de alguns domingos atrás a Palavra de Deus nos ter ajudado a meditar no Reino de Deus do qual ninguém está excluído, bastando acolhê-lo e viver os seus princípios, neste XVIII domingo, reflectimos sobre o milagre da multiplicação de pães (Mt 14, 13-21).
Como em todos os milagres de Jesus, em primeiro lugar, também este milagre, revela-nos a divindade de Jesus, já que só um Deus pode alimentar tanta gente apenas com cinco pães e dois peixes. Deste modo, o milagre reforça a nossa fé na divindade de Jesus. O milagre, também nos testemunha a sensibilidade amorosa de Jesus para com as necessidades dos homens. Apercebendo-se da multidão faminta, em vez de a despedir como queriam os apóstolos, Jesus saciou-a multiplicando os cinco pães e os dois peixes. Bom exemplo de sensibilidade às necessidades dos outros.
Sensibilidade que nos deve mover a ações concretas, tais como, a atenção aos outros, o tempo dispensado a quem deseja ser escutado, a oração pelos outros, a orientação ou um aconselho, o apoio material, psicológica ou espiritual, etc. Não há dúvidas de que esta sensibilidade é fruto do amor ao próximo.
E a propósito do amor ao próximo, lembremo-nos sempre das palavras de Jesus: «…Tudo quanto fizestes aos meus irmãos foi a Mim que fizestes» (Mt 25, 35-45). Ou «Se alguém der mesmo que seja um copo de água fria a um destes pequeninos porque ele é meu discípulo, em verdade digo que nunca ficará sem a recompensa» (Mt 10, 42).
O milagre da multiplicação de pães, também nos ensina outra coisa. Não obstante a fome que a multidão sentia, longe de abandonar Jesus em busca de alimentos, a multidão permaneceu junto de Jesus para O escutar.
É como diz S. Paulo diz na 2ª leitura deste domingo: «Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou» (Rom 8, 35.37-39).
Que em todos nós a fé em Deus se firme para sobreviver em todos os momentos da vida, momentos bons ou menos bons.
Pe. João