XIX domingo tempo comum (09-08-2026)
Desde que criou o ser humano, Deus nunca deixou de estar próximo dos homens. Em todas as gerações, Ele Se tem revelado aos homens de diversas formas, por exemplo, através da criação. Ou seja, contemplando a obra de Deus, o homem pode chegar ao conhecimento de Deus. Esta é a revelação natural de Deus.
Mas para além da Sua revelação pela criação, Deus tem-Se dado a conhecer ao homem de forma pessoal, embora algumas vezes veladamente, como nos testemunha a 1ª leitura deste domingo, em que Deus se manifesta ao profeta Elias na ligeira brisa (1 Reis 19, 9a.11-13ª).
Na Bíblia encontramos vários testemunhos sobre a manifestação de Deus aos homens através dos fenómenos naturais. Estamos recordados de Deus falar a Moisés na sarça ardente e da Sua voz na nuvem quando Jesus foi baptizado no rio Jordão, ou Se transfigurou no monte diante de três discípulos: «Este é o meu Filho muito amado no qual pôs toda a minha confiança, escutai-O» (Lc 9, 28-37).
Para além da Sua manifestação velada, Deus revela-Se também de forma pessoal e visível em Jesus Cristo que veio ao mundo, viveu a nossa condição humana excepto no pecado. E até ao fim dos tempos, o Senhor continuará a manifestar-se aos homens através da Igreja e dos seus sacramentos; Ele vem ao nosso encontro através das outras pessoas e dos acontecimentos bons ou menos bons. E em cada uma destas aparições, Deus mostra o quanto nos ama, chama-nos à atenção e corrige-nos.
Cabe-nos reconhecer os sinais da Sua vinda.
Segundo o evangelho deste domingo (Mt 14, 22-33), não foi à primeira que os discípulos reconheceram Jesus que foi ao seu encontro caminhando sobre as águas e a 2ª leitura (Rom 9, 1-5) narra-nos a tristeza e a indignação de S. Paulo pelos seus irmãos judeus que não reconheceram Jesus como Messias de Deus. E porque esta rejeição de Jesus pelos judeus, leva à perca da vida eterna, daí a tristeza de S. Paulo que não deseja a perdição de nenhuma pessoa. Que o sentimento de S. Paulo, reforce em nós a urgência da oração pela conversão dos pecadores.
Também nós, quantas vezes não deixamos de reconhecer Deus que nos fala ou nos adverte através dos outros? que nos fala e adverte através dos acontecimentos bons ou não bons? Portanto, peçamos a Deus que aumente a nossa fé para descobrirmos, lermos e interpretarmos os sinais da presença de Deus em tudo e em todos.
Pe. João