Solenidade de Pentecostes (24-05-2026)
Depois da ascensão de Jesus, em Jerusalém, enquanto os judeus celebravam a festa anual de Pentecostes que comemora a chegada dos israelitas ao deserto do Sinai depois da libertação do Egipto e a receção dos Mandamentos por Moisés no monte Sinai (Ex. 19-20), o Espírito Santo desce sobre os discípulos de Jesus, fechados em casa por medo dos judeus. Cheios do Espírito Santo, os discípulos desfazem-se do medo e falam da morte e ressurreição de Cristo aos povos presentes em Jerusalém (Act 2, 1-11).
Sem dúvidas, o milagre de Pentecostes, é o cumprimento da promessa de Jesus: «Não vos deixo órfãos; Eu pedirei ao Pai que vos dará o Paráclito, o Espírito Santo que vos ensinará tudo e há de recordar-vos tudo o que Eu vos disse» (Jo 14, 18-26).
Enquanto impulsionadora das testemunhas de Cristo no mundo, a vinda do Espírito Santo é tão importante quanto a paixão-morte-ressurreição de Jesus na vida do cristão. Sabemos que os planos de Deus são sempre insondáveis, mas sem a força do Espírito Santo, talvez o medo dos discípulos impedisse que Cristo fosse conhecido no mundo.
O Espírito Santo em comunhão com o Pai e o Filho, guia a Igreja e os cristãos no caminho da fé e no testemunho da mesma fé. Infelizmente, muitos crentes, mesmo alguns praticantes, são indiferentes à importância do Espírito Santo na sua vida. Por isso, a celebração de Pentecostes, é uma oportunidade para nos recordarmos do baptismo pelo qual recebemos o Espírito Santo e que continua a descer sobre nós através dos sacramentos, por exemplo, a eucaristia, o crisma, confissão; através da Palavra de Deus e da oração pessoal ou comunitária.
Em nós, também o Espírito Santo opera prodígios, se nos deixarmos guiar e transformar por Ele. Como ontem com os Apóstolos, também nós hoje, temos necessidade do Espírito Santo para vivermos a fé e testemunharmos Cristo no mundo sem medo e sem vergonha dos homens, já que também hoje, corre-se o risco do medo ou vergonha de se viver a fé cristã, mesmo em sociedades de liberdade religiosa e em famílias tradicionalmente cristãs.
Pe. João
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