Banquete da Palavra

    "TODOS OS HOMENS SÃO DESTINATÁRIOS DA SALVAÇÃO"
     
    XX domingo tempo comum   (16-08-2026)

    A salvação que significa a comunhão do Homem com Deus, é o maior desejo de Deus para com o homem.

    Antes do pecado original esta comunhão com Deus era perfeita. Não obstante a destruição desta comunhão pelo pecado original, Deus não abandou o Homem na miséria do pecado, mas constantemente o chama à comunhão com Ele. Trata-se da vocação à santidade que Deus faz a todos independentemente da sua cultura, língua, povo e nação. 

    Todos, bons e maus, justos e pecadores, cabem no amor de Deus, como é patente nas palavras de Jesus: «O Senhor faz brilhar o sol sobre os bons e os maus e chover sobre os justos e os injustos» (Mt 5, 45). É desta universalidade da salvação que nos narra a liturgia deste XX domingo do tempo comum.

    Na 1ª leitura da profecia de Isaías, aos hebreus que se consideravam único povo eleito e predileto de Deus, o profeta diz que «os estrangeiros que desejam unir-se ao Senhor para O servirem, para amarem o seu nome e serem seus servos, se guardarem o sábado, sem o profanarem, se forem fiéis à minha aliança, hei de conduzi-los ao meu santo monte, hei de enchê-los de alegria na minha casa de oração» (Is 56, 1.6-7).

    O evangelho reforça a universalidade da salvação quando Jesus perante a fé da cananeia que não era judia, cura-lhe a filha (cfr. Mt 15, 21-28).

    E na 2ª leitura S. Paulo evangeliza os pagãos também não judeus, mostrando assim que todos são destinatários da salvação de Deus, e cumpre esta missão na esperança de que os seus irmãos no judaísmo imitem o exemplo e se convertam (cfr. Rom 11, 13-15.29-32).

    São, sem dúvida, testemunhos que provam que ninguém é excluído da salvação e que Deus dá esta salvação a todos gratuitamente. Para alcançar esta salvação, basta ter fé em Deus, a exemplo da cananeia que acreditou em Jesus mesmo perante as aparentes tentativas de negações de Jesus de lhe curar a filha; ainda para ter acesso à salvação basta acolher o Reino de Deus e viver o seu conteúdo a exemplo dos pagãos evangelizados por S. Paulo que acolheram o Reino de Deus.

    E porque Deus deseja a salvação de todos e conta com todos na Sua messe, a exemplo dos profetas, apóstolos e missionários que anunciam a Boa Nova, cada um de nós preocupe-se também pela salvação dos outros, rezando pela conversão dos pecadores e, de uma ou de outra forma, participando na evangelização. 

    A mensagem das leituras deste domingo, também é o convite a que, tal como o Senhor não exclui ninguém da salvação, também nós acolhamos os irmãos no nosso coração. O mesmo é dizer que qualquer atitude, gesto ou comportamento de excluir o próximo, não é cristão.

    Pe. João

    "SENHOR, AUMENTA A NOSSA FÉ"
     
    XVX domingo tempo comum   (09-08-2026)

    Desde que criou o ser humano, Deus nunca deixou de estar próximo dos homens. Em todas as gerações, Ele Se tem revelado aos homens de diversas formas, por exemplo, através da criação. Ou seja, contemplando a obra de Deus, o homem pode chegar ao conhecimento de Deus. Esta é a revelação natural de Deus. 

    Mas para além da Sua revelação pela criação, Deus tem-Se dado a conhecer ao homem de forma pessoal, embora algumas vezes veladamente, como nos testemunha a 1ª leitura deste domingo, em que Deus se manifesta ao profeta Elias na ligeira brisa (1 Reis 19, 9a.11-13ª). 

    Na Bíblia encontramos vários testemunhos sobre a manifestação de Deus aos homens através dos fenómenos naturais. Estamos recordados de Deus falar a Moisés na sarça ardente e da Sua voz na nuvem quando Jesus foi baptizado no rio Jordão, ou Se transfigurou no monte diante de três discípulos: «Este é o meu Filho muito amado no qual pôs toda a minha confiança, escutai-O» (Lc 9, 28-37). 

    Para além da Sua manifestação velada, Deus revela-Se também de forma pessoal e visível em Jesus Cristo que veio ao mundo, viveu a nossa condição humana excepto no pecado. E até ao fim dos tempos, o Senhor continuará a manifestar-se aos homens através da Igreja e dos seus sacramentos; Ele vem ao nosso encontro através das outras pessoas e dos acontecimentos bons ou menos bons. E em cada uma destas aparições, Deus mostra o quanto nos ama, chama-nos à atenção e corrige-nos. 

    Cabe-nos reconhecer os sinais da Sua vinda. 

    Segundo o evangelho deste domingo (Mt 14, 22-33), não foi à primeira que os discípulos reconheceram Jesus que foi ao seu encontro caminhando sobre as águas e a 2ª leitura (Rom 9, 1-5) narra-nos a tristeza e a indignação de S. Paulo pelos seus irmãos judeus que não reconheceram Jesus como Messias de Deus. E porque esta rejeição de Jesus pelos judeus, leva à perca da vida eterna, daí a tristeza de S. Paulo que não deseja a perdição de nenhuma pessoa. Que o sentimento de S. Paulo, reforce em nós a urgência da oração pela conversão dos pecadores. 

    Também nós, quantas vezes não deixamos de reconhecer Deus que nos fala ou nos adverte através dos outros? que nos fala e adverte através dos acontecimentos bons ou não bons? Portanto, peçamos a Deus que aumente a nossa fé para descobrirmos, lermos e interpretarmos os sinais da presença de Deus em tudo e em todos.

    Pe. João

    “QUEM PODERÁ SEPARAR-NOS DO AMOR DE CRISTO?"
     
    XVIII domingo tempo comum   (02-08-2026)

    Depois de alguns domingos atrás a Palavra de Deus nos ter ajudado a meditar no Reino de Deus do qual ninguém está excluído, bastando acolhê-lo e viver os seus princípios, neste XVIII domingo, reflectimos sobre o milagre da multiplicação de pães (Mt 14, 13-21).

    Como em todos os milagres de Jesus, em primeiro lugar, também este milagre, revela-nos a divindade de Jesus, já que só um Deus pode alimentar tanta gente apenas com cinco pães e dois peixes. Deste modo, o milagre reforça a nossa fé na divindade de Jesus. O milagre, também nos testemunha a sensibilidade amorosa de Jesus para com as necessidades dos homens. Apercebendo-se da multidão faminta, em vez de a despedir como queriam os apóstolos, Jesus saciou-a multiplicando os cinco pães e os dois peixes. Bom exemplo de sensibilidade às necessidades dos outros. 

    Sensibilidade que nos deve mover a ações concretas, tais como, a atenção aos outros, o tempo dispensado a quem deseja ser escutado, a oração pelos outros, a orientação ou um aconselho, o apoio material, psicológica ou espiritual, etc. Não há dúvidas de que esta sensibilidade é fruto do amor ao próximo. 

    E a propósito do amor ao próximo, lembremo-nos sempre das palavras de Jesus: «…Tudo quanto fizestes aos meus irmãos foi a Mim que fizestes» (Mt 25, 35-45). Ou «Se alguém der mesmo que seja um copo de água fria a um destes pequeninos porque ele é meu discípulo, em verdade digo que nunca ficará sem a recompensa» (Mt 10, 42).

    O milagre da multiplicação de pães, também nos ensina outra coisa. Não obstante a fome que a multidão sentia, longe de abandonar Jesus em busca de alimentos, a multidão permaneceu junto de Jesus para O escutar.

    É como diz S. Paulo diz na 2ª leitura deste domingo: «Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou» (Rom 8, 35.37-39).

    Que em todos nós a fé em Deus se firme para sobreviver em todos os momentos da vida, momentos bons ou menos bons.

    Pe. João

    “O REINO DE DEUS, A PEROLA QUE IMPORTA BUSCAR"
     
    XVI domingo tempo comum   (26-07-2026)

    A mensagem da liturgia da Palavra dos últimos domingos, tem mostrado que do Reino de Deus ninguém está excluído. É prova, a parábola do semeador que lança a semente em todos os terrenos (Mt 13, 1-23), a parábola do joio que cresce com o trigo e a pequena semente de mostarda que se torna na maior planta da horta e abriga as aves (Mt 13, 24-43).

    No evangelho deste domingo, Jesus reforça a inclusão do Reino de Deus comparando-o a uma rede que apanha todo o tipo de peixe. Mas Jesus também sublinha quão é valioso o Reino de Deus ao compará-lo ao tesouro escondido e quem o encontrou foi vender o que possui para o comprar e ainda como a pérola preciosa encontrada por um comerciante que para a adquirir, vendeu tudo que tinha (cfr. Mt 13, 44-52).

    Na vida, também nós, perante os valores, como a vida, a saúde, a família, a habitação, o emprego, etc., envidamos esforços para os ter, e às vezes, isto implica sacrificar outros valores ou bens. Se é assim que procedemos para com os valores finitos e passeiros, por que não em relação ao Reino de Deus, valor eterno? Portanto, valorizemos o Reino de Deus e assumamos os meios que Cristo e a Igreja nos oferecem para o ganhar e renunciar ao que impede alcança-lo.

    Em alguns casos, a busca do Reino de Deus, pode implicar incompreensões, humilhações, perseguição ou mesmo morte, como o caso dos mártires que morreram pelo Reino de Deus. É isto que significa: «quem perder a sua vida por minha causa salvá-la-á. (Lc 9, 22).

    Investir no Reino de Deus também significa estar firme na fé em Deus em todos os momentos e circunstâncias da vida, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. A propósito, diz S. Paulo: «nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus» (Rom 8, 38-39). 

    Investir no Reino de Deus, ainda requer a sabedoria para se distinguir o bem do mal e praticar o bem, como a pediu o rei Salomão a Deus que escutamos na 1º leitura de hoje (1 Reis 3, 5.7-12). Não seja caso de no fim da vida, sermos excluídos do Reino de Deus como o joio que é queimado ou como os peixes lançados fora por não prestarem.

    Pe. João

    “A SEMENTE CAIU EM BOA TERRA E DEU MUITO FRUTO"
     
    XV domingo tempo comum   (12-07-2026)

    Jesus quando pregava, e para que O entendessem, recorria várias vezes a realidades do campo que eram familiares ao povo. Se fosse hoje, talvez usasse a linguagem informática.

    Assim, para nos falar do efeito da Palavra de Deus na vida dos homens, no evangelho deste domingo, Jesus conta a história segundo a qual o semeador ao semear, algumas sementes caiem à beira do caminho que logo são comidas pelas aves; outras caiem em terreno pedregoso que apesar de germinarem secam porque a terra era pouco profunda; outras caiem entre espinhos que por as sufocarem não produzem. Outras caiem em boa terra produzindo umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um (Mt 13, 1-23).

    O semeador é Deus e os que anunciam a Palavra de Deus. A semente é a própria Palavra de Deus. Os diferentes terrenos, sãos homens.

    Semear em terrenos que não produzem, pode indicar a ignorância do semeador em matéria da agricultura. Mas o objectivo da parábola, é revelar que Deus é bondoso e deseja é a salvação de todos homens, e por isso lança a semente do Reino a todo os homens. 

    Por outro lado, Deus tem esperança nos homens. De facto, se na realidade agrícola só a boa terra pode produzir, no campo da fé, um ateu por exemplo, pode converter-se. Aliás, é bem provável que todos já tenhamos passado por todos os terrenos.

    Na parábola de Jesus, também merece reflexão, o facto de só a boa terra produzir. Isto quer dizer que não basta que se pregue a Palavra de Deus para que aconteça a salvação. É indispensável que a Palavra de Deus seja acolhida e vivida, tal como diz Jesus: «Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus» (Mt 7, 21).

    Não é que a Palavra de Deus, algumas vezes seja ineficaz.  Ela produz sempre efeitos, como diz o profeta Isaías na 1ª leitura de hoje: «a chuva e a neve que descem do céu não voltam para lá sem terem regado a terra, sem a terem fecundado e feito produzir» (Is 55, 10-11). A questão é que quando a Palavra de Deus é acolhida e vivida produz a vida eterna e quando é rejeitada, produz a morte eterna.

    Quanto aos diferentes resultados que boa terra produz, significam a diversidade de santidade que a Palavra produz em cada um.

    O que Deus espera de todos, é que sejamos terrenos férteis. Mas para que isto aconteça, muitas vezes implica renúncias, incompreensões e até mesmo perseguições.

    E como diz São Paulo na 2ª leitura de hoje: «os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há de manifestar em nós» (cfr. Rom 8, 18-23) e Jesus: «Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á» (Mt 16,25).

    Pe. João

    “APRENDEI DE MIM QUE SOU MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO" (Mt 11, 29)
     
    XIV domingo tempo comum   (04-07-2026)

    Na oração do Pai Nosso, pedimos a Deus que venha a nós o Seu Reino. Claro que não se trata do reino com configuração geográfica e com um rei tal como estamos habituados neste mundo, mas sim, um Reino que consiste na vivência do amor, na paz, na fraternidade, na comunhão, na mansidão, justiça e sem limites geográficos.

    Este Reino, é anunciado desde o antigo testamento, tal como nos narra a primeira leitura deste domingo em que o profeta Zacarias convida o povo israelita a exultar de alegria porque o Senhor Deus e seu Rei vem para estabelecer o reino de paz (Zc 9, 9-10).  

    No novo testamento e durante a Sua vida pública, Jesus proclamou o Reino de Deus: «O Reino de Deus está no meio de vós» (Lc 11, 20). Deste modo, acreditar no Reino de Deus, é assumir e viver as características do Reino de Deus e testemunha-lo. Ou seja, quem acolhe o Reino de Deus, compromete-se a viver e promover o amor, a paz, a justiça, a mansidão e a fraternidade. E a fraternidade que é estado dos santos no Céu, cultiva-se já a partir deste mundo.

    E é neste sentido que S. Paulo, na segunda leitura deste domingo nos interpela: «Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós» (Rom 8, 9.11-13).

    Mas o Reino de Deus, só chega até nós se formos humildes e mansos como nos diz Jesus no evangelho: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos». Também neste evangelho, Jesus mostra-se como exemplo de humildade e mansidão: «aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 25-30).

    Aliás, a humildade e a mansidão, são virtudes sem as quais, é impossível nos chegar o Reino de Deus e alcançarmos a salvação. A humildade e a mansidão não são só indispensáveis no plano espiritual, como também na relação do dia a dia com os outros. A mansidão e a humildade evitam conflitos e protegem a fraternidade. Portanto, aprendamos de Jesus a humildade e a mansidão de coração.

    Pe. João

    “A PERSEVERANÇA NA FÉ E A PRÁTICA DE BOAS OBRAS PELA FÉ, SÃO RECOMPENSADAS POR DEUS”
     
    XIII domingo tempo comum   (26-06-2026)

    A liturgia da palavra do domingo passado, recordava-nos que pela fé, o crente pode sofrer perseguições, desprezos, incompreensões e em alguns casos morrer pela fé. Perante o risco de se abandonar a fé em Deus e se desistir do anúncio do Reino de Deus, Jesus exortava-nos: «Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo» (Mt 10, 28).

    Aos que permanecem firmes na fé apesar das perseguições, o Senhor diz: «quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la» (Mt 16, 25).

    “NÃO TEMEIS OS QUE SÓ MATAM O CORPO E NÃO SÃO CAPAZES DE LANÇAREM A ALMA NA GEENA”

    XII domingo tempo comum   (21-06-2026)

    Acreditar em Deus e viver segundo a fé, muitas vezes implica passar por perseguição, sofrimento ou mesmo morrer.

    O Antigo testamento e o cristianismo, registam inúmeros confessores e mártires. E as perseguições tanto podem advir de ateus e crentes de confissão fundamentalista, como daqueles que se sentem incomodados pela vida de perfeição dos justos. A perseguição pela fé em Deus, também pode vir de pessoas desconhecidas como de pessoas conhecidas incluindo os próprios familiares e amigos. A persistência da perseguição pode conduzir o crente à vacilação na fé por vergonha, temor ou por incómodo.

    “DEUS CONTA CONTIGO NO SEU REINO E SEARA”

    XI domingo tempo comum   (14-06-2026)

    Deus deseja a salvação de todos, mas alguns, livremente, se excluem. A salvação que Deus deseja a todos, consiste na comunhão do homem com Ele, comunhão indispensável para a realização plena do homem. "Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em Ti” (Santo Agostinho).

    Cristo continua a convidar-nos à perfeição: “Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai do Céu” (Mt 5, 48). Por isso, quando os homens perderam a comunhão com Deus pelo pecado original, Deus não abandou os homens, mas iniciou a história de salvação através do povo hebreu como nos narra a 1ª leitura deste domingo: «vós sereis para Mim um reino de sacerdotes, uma nação santa» (Ex 19, 6).

    “PREFIRO MISERICÓRDIA MAIS DO QUE SACRIFÍCIOS”  (Os 6,6) 

    X domingo tempo comum  (07-06-2026)

    O no Seu tempo, Jesus dirigia-Se severamente aos fariseus, grupo religioso judeu, porque eles focavam-se excessivamente nas regras externas e rituais negligenciando a justiça, a misericórdia e o amor ao próximo. Por isso, aos discípulos e às multidões, Jesus exortava: «Estai atentos e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus» (Mt 16, 6), «fazei e observai o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras pois eles dizem e não fazem» (Mt 23, 3).

    Perante a excessiva preocupação dos fariseus com a pureza exterior em detrimento da pureza interior diz Jesus: «Não é aquilo que entra pela boca que tona o homem impuro, mas sim o que sai da boca (Mat 15, 11) porque «é do coração do homem que procedem as más intenções, os assassínios, os adultérios, as prostituições, os roubos, os falsos testemunhos, os roubos, as blasfémias. E é isto que torna o homem impuro» (Mt 15,19-20).